Expedição ao rio Bauru e à lagoa de captação do Batalha visa conscientizar estudantes sobre a preservação da água

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No dia 22 de março, Dia Mundial da Água, a Escola Guedes de Azevedo levará seus alunos para visitar a lagoa de captação de água do Rio Batalha, conhecer a Estação de Tratamento de Água (ETA) e analisar in loco a qualidade da água do Rio Bauru que recebe diariamente o esgoto da cidade sem tratamento.

“O objetivo é fazer os estudantes verem e sentirem os efeitos do assoreamento dos rios, a erosão provocada pelo desmatamento da mata ciliar, a ausência de animais nativos que dependem do equilíbrio sustentável da natureza, a degradação dos rios provocados pela poluição e realizar análises da qualidade da água”, explica Roberto Pallotta, diretor da Escola Guedes de Azevedo, que acompanhará a expedição dos alunos do 6º e 7º anos junto com professores.

Este trabalho interdisciplinar faz parte do calendário letivo da instituição há mais de 20 anos e confere aos alunos um estudo do meio ambiente, com atividades práticas de coleta de água e análise de oxigênio, PH e amônia, que são indicadores de presença de material orgânico na água.

“Quando realizamos a primeira visita ao rio Batalha, em 1995, o nível da água ficava em média de 3 a 4 metros de profundidade. Hoje, constatamos que este nível não passa de 50 centímetros em seu volume considerado normal”, observa Pallotta.

A visita também possui a missão de conscientizar os alunos sobre a importância de realizar um projeto de preservação da água. “É trabalhada durante as aulas a necessidade de conservação dos mananciais, das nascentes, da mata ciliar e do equilíbrio da biodiversidade no entorno dos rios para que a água, recurso renovável, não se torne cada vez mais finita, como temos percebido nos últimos anos”, explica o diretor da Escola Guedes de Azevedo, que acrescenta que na lagoa de captação de água do Rio Batalha, os alunos realização junto com funcionários do Departamento de Água e Esgoto (DAE) o plantio de mudas de árvores à margem do rio, com o objetivo de recuperar a mata ciliar devastada.

Visão cidadã

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Ampliar o olhar para questões além da sala de aula, promovendo uma consciência cidadã de seu papel na sociedade é um dos principais conceitos de ensino da Escola Guedes de Azevedo. “Há 20 anos, quando ainda não havia esse discurso de sustentabilidade e economia sustentável, a escola iniciou essas expedições já preocupada com a formação dos alunos para uma visão mais cidadã do mundo, para mostrar a eles as implicações de um descarte inadequado de lixo, e ocupação irregular demográfica, a fim de que os estudantes se sentissem impactados pela visita e entendessem que o problema não restringe ao meio, mas, também os atinge dentro de casa”, detalha Roberto.