Mário Américo: a lenda negra da massagem do futebol brasileiro



A maior paixão esportiva do brasileiro sem dúvidas é o futebol, que apesar de não ter sido criado por aqui, no Brasil se deu bem, se desenvolveu, criou raízes.

 

No início, ainda como um esporte elitista, vindo da Europa, as torcidas de alguns clubes não aceitavam atletas negros, que, para poderem jogar, passavam pó-de-arroz no rosto para adquirirem uma aparência mais “clara” e “aceitável”. Daí esses clubes serem conhecidos até nossos dias como clubes de torcedores pó-de-arroz, elitizados.

 

Mas, no nosso país o futebol rompeu a barreira da cor da pele, e, antes da decadência moral e técnica que vivemos foi o maior do mundo, referência para os seus criadores europeus e seus deuses do campo, negros como ébano, mestiços, brancos pobres e todos aqueles que viam no esporte bretão uma oportunidade de ascensão social, econômica, enfim um caminho para escapar do nosso perverso sistema de exclusão social.

 

Como brasileiro, apaixonado por esportes e sabedor da importância do futebol na nossa sociedade, fiquei muito contente ao saber que o SESI, além de formar a mão de obra que a nação necessita, com qualidade e competência também está preocupado com a história e a cultura da população em geral.

 

Encontra-se em exposição até o dia 1 de março, no SESI-BAURU, localizado à Rua Rubens Arruda, nº 8-50, a mostra fotográfica MÁRIO AMÉRICO, O MASSAGISTA DA SELEÇÃO BRASILEIRA (http://goo.gl/fp6Owy), um verdadeiro mago na arte de colocar a musculatura dos atletas da nossa seleção canarinho em forma.

 

Uma imagem que me lembro com admiração de Mário Américo como o massagista genial é a cena dele massageando, ou melhor cuidando com fervor quase religioso das pernas do genial Mané Garrincha, que, com suas pernas tortas deveria sofrer dores enormes por praticar um esporte pesado que martiriza as pernas de todos os atletas em uma época em que não havia uma medicina do esporte para prevenir as graves lesões e desgastes decorrentes da prática esportiva do futebol.

 

Fica então, mais uma vez a proposta de consumir um cardápio cultural variado e admirar essa mostra fotográfica, do mago negro, Mário Américo, massagista da Seleção Brasileira, quando ela era respeitada por ser a melhor do mundo.

 

 

Por Fabio Paride - Educador e Historiador em Bauru